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Design Thinking

Atualizado: 2 de set.


Pessoas trabalhando colaborativamente para resolver problemas complexos

Segundo Tim Brown (2010) o design thinking beneficia-se da capacidade que todo o ser humano possui, mas que são ignoradas pelas práticas convencionais para resolução de problemas, assim o design thinking propõe não apenas uma visão centrada nas pessoas, pois já é humana naturalmente, mas uma abordagem baseada nas capacidades de intuição, reconhecimento de padrões, desenvolvimento de ideias que tenham significado emocional além do funcional, expressão em mídias ao invés de palavras ou seja uma abordagem integrada que proponha um “terceiro caminho”.


O termo Design Thinking surgiu de uma conversa de Brown com David Kelley, professor de Stanford e fundador da IDEO, pois Kelley observou que quando alguém o questionava sobre design, ele se via incluindo a palavra “thinking”, para explicar as competências dos designers. Assim surgiu o termo Design Thinking (BROWN, 2010).


Capa do Livro Design Thinking de Tim Brown
Livro Design Thinking de Tim Brown


De acordo com Viana et al. (2012) Design Thinking está associado a forma de pensamento do Designer que busca soluções para diversos problemas a partir de um pensamento não convencional, este pensamento reflete-se com questionamentos a partir de pesquisas e observações do contexto do problema.


O Design Thinking pode ser entendido como uma abordagem que tem como foco o ser humano, a multidisciplinaridade, colaboração e desenvolvimento de processos e pensamentos afim de gerar inovação.


Para Phillips (2008) Design é uma disciplina de solução de problemas e caso o contexto do problema esteja inserido em um ambiente de negócios, então o design deve solucionar tais problemas. Para o autor, o designer tem a responsabilidade de propor soluções e entender o papel do design nos negócios, questionando quais problemas determinada empresa pode estar enfrentando, o que provoca insônia nos gestores da empresa, quais os principais entraves e assim refletir de que maneira o design pode contribuir para solucionar essas questões.


O Design Thinking surgiu como um meio ágil para inovar e gerar melhor desempenho nas organizações, possibilitando aos designers proporem soluções para as necessidades das pessoas e melhorias para as experiências das mesmas ao utilizarem um produto ou serviço (SERRAT, 2010).


De acordo com Viana et al. (2012) o Design Thinking é uma abordagem relevante para a inovação, pois o design trouxe um complemento à ótica do mercado, em que o foco para inovação está nas novas tecnologias ou outros mercados. Esta abordagem inova ao introduzir significados novos aos produtos ou serviços.


Viana et al. (2012) propõe determinadas etapas, que mesmo apresentadas linearmente, possuem flexibilidade, possibilitando moldar os planos de acordo com a natureza do projeto.


Esquema representativo das etapas do processo de Design Thinking.

Fonte: Viana et al. (2012, pag. 18).
Fonte: Viana et al. (2012, pag. 18).


“A primeira fase do processo de Design Thinking é chamada de Imersão. Nesse momento a equipe de projeto aproxima-se do contexto do problema, tanto do ponto de vista da empresa (o cliente) quanto do usuário final (o cliente do cliente)” (VIANA et al. 2012, pag. 21).


Para Viana et al. (2012, pag. 22) “A imersão pode ser dividida em duas etapas: Preliminar e em Profundidade. Na etapa Preliminar são contemplados o Reenquadramento, a Pesquisa Exploratória e a Pesquisa Desk.


O processo de reenquadramento diz respeito ao alinhamento estratégico entre a equipe do projeto e a empresa contratante. Em seguida a Pesquisa Exploratória pode ser realizada em paralelo com o Reenquadramento, esta pesquisa consiste em compreender o contexto do tema trabalhado. A Pesquisa Desk por sua vez expõe tendências do tema no local e no exterior, afim de auxiliar na compreensão do assunto. “A Imersão Preliminar, portanto, tem como finalidade definir o escopo do projeto e suas fronteiras, além de identificar os perfis de usuários e outros atores-chave que deverão ser abordados” (VIANA et al. 2012, pag. 22).


A imersão em profundidade é a etapa de obtenção do universo dos atores e do tema trabalhado, o foco geralmente é no ser humano a fim de levantar informações de quatro tipos: o que as pessoas falam?, Como agem?, O que pensam? Como se sentem?, o objetivo é mapear comportamentos extremos, padrões e necessidades latentes (VIANA et al. 2012).


A fase de Ideação “tem como intuito gerar ideias inovadoras para o tema do projeto e, para isso, utilizam-se as ferramentas de síntese criadas na fase de análise para estimular a criatividade e gerar soluções que estejam de acordo com o contexto do assunto trabalhado” (VIANA et al. 2012, pag. 100).


A etapa de prototipação “tem como função auxiliar a validação das ideias geradas e, apesar de ser apresentada como uma das últimas fases do processo de Design Thinking, pode ocorrer ao longo do projeto em paralelo com a Imersão e a Ideação (VIANA et al. 2012, pag. 122).


Com esta abordagem, espera-se utilizar ferramentas de pesquisa e adquirir conhecimentos sobre o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, para chegar em soluções disruptivas.





Referências


BROWN, Tim. Design thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas idéias. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.


PHILLIPS, Peter L. Briefing: a gestão do projeto de design / Peter L. Phillips. São Paulo: Blucher, 2008.


SERRAT, Oliver. Design Thinking: Knowledge Solutions, Março, n. 3, 2010. Disponível em: <https://www.adb.org/sites/default/files/publication/27579/design-thinking.pdf>. Acesso em: 13 out. 2021.


VIANA, Maurício et al. Design Thinking: inovação em negócios. 1a. ed. Rio de Janeiro: MJV Press, 2012. Disponível em: <http://livrodesignthinking.com.br/> Acesso em: 15 out. 2013.

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